29 de setembro de 2012

Friday night in Beast House

Autor: Richard Laymon
Género:
Terror

Idioma:
Inglês
Editora: Headline
Páginas: 154
Preço: 10€ / £7
ISBN:  978-0755337651



Avaliação:
* (a evitar)

Friday night in Beast House é o primeiro livro que leio de Richard Laymon, um dos expoentes do terror splatterpunk, caracterizado pelas descrições gráficas de violência e gore, em oposição ao terror psicológico.

Este título é o quarto (e último) da colecção Beast House, em que cada livro se lê autonomamente. Trouxe-o porque era o menos volumoso dos 4, o que numa introdução a um autor novo creio ser o mais sensato.

Assim, nem sequer prestei especial atenção ao resumo: Mark está obcecado pela colega Alison e sonha acordado com ideias de romance entre os dois. Quando arranja coragem para a convidar a sair, a jovem tem uma condição: tem de ser na mítica Beast House, uma casa-museu onde aconteceram crimes macabros e se faz a reconstituição dos mesmos. A ideia é o encontro ser depois da casa fechar... com eles lá dentro.

Eu devia ter desconfiado dum argumento tão juvenil, mas um autor elogiado por Stephen King e 154 páginas não representava um grande esforço e quiçá que reviravoltas teria a história. Não teve muitas.

Assim que comecei a ler as primeiras páginas, tive de voltar atrás para me certificar o ano do livro: 2001. Como é possível que um livro de terror de 2001 pareça tão datado e superficial nas descrições? Os livros juvenis têm maior profundidade, apesar de ser claro que Laymon, com este livro, está a fazer pontaria a rapazes ou jovens adultos.

O nosso narrador, Mark, afinal tem 16 anos e as hormonas aos saltos. Parte do livro é passado a descrever as sensações que cada mulher atraente que se cruza com ele lhe provoca e a queixar-se disto ou daquilo (típico adolescente). A acção é pouco desenvolvida e o final é... mau.


A
minha idade de ler estes livros já passou há mais de uma década mas como adepta da literatura de terror e fantástico, quis experimentar um autor tão famoso dentro do género. Não fiquei impressionada, pelo contrário, apesar de não esperar grande coisa à partida. A voltar a ler algo de Laymon, terá de ser uma história mais elaborada, pois esta não encheu qualquer medida (salva-se o facto de ter lido o livro em poucos dias, não se perdeu grande coisa).

Um autor a evitar para quem prefere um terror mais adulto e elaborado, com temáticas mais complexas (leia-se Stephen King, TED Klein, Peter Straub).

13 de setembro de 2012

Sputnik meu amor


Autor: Haruki Murakami
Género:
Romance

Idioma: Português
Editora: Casa das Letras
Páginas: 238
Preço: € 13
ISBN:  978-9-72-461582-0
Título original: Sputnik sweetheart

Avaliação: *** (mediano)


Há que tempos que andava para ler o mui famoso Murakami. Como o autor tem livros volumosos e porque não sabia se gostaria do estilo, decidi apostar pelo seguro e comprar Sputnik meu Amor, um título com menos de 300 páginas e a preço de saldo num alfarrabista.

O estilo de Murakami é diferente, admito. A história, apesar de não ser genial, é escrita de uma forma muito elegante e os personagens são envolventes; gostamos deles e queremos seguir o seu percurso, como que para compensar a sua sinceridade para connosco (estranho...)
.

O início do romance não é o mais emocionante: o nosso narrador, um professor, está apaixonado pela rebelde Sumire, que está apaixonada pela misteriosa Miu, que é casada mas não está apaixonada por ninguém. As duas mulheres tornam-se amigas e decidem trabalhar juntas; quando passam férias numa ilha grega, a sua relação muda e a leitura torna-se inquietante, com várias reflexões sobre o amor, as relações amorosas e a perda.

«"Na Primavera dos seus vinte e dois anos, Sumire apaixonou-se pela primeira vez na vida. Foi um amor intenso como um tornado abatendo-se sobre uma planície - capaz de tudo arrasar à sua passagem, atirando com todas as coisas ao ar no seu turbilhão, fazendo-as em pequenos pedaços, esmagando-as por completo. (...) A pessoa por quem Sumire se apaixonou, além de ser casada, tinha mais dezassete anos do que ela. E, devo acrescentar, era uma mulher (...) Foi a partir daqui que tudo começou, e foi a partir daqui que (quase) tudo acabou."»

Murakami escreve de uma forma simples mas bonita. Talvez este livro não seja o melhor exemplo da afamada beleza da sua escrita, mas é um bom exemplo de como uma narrativa simples evoca leveza. Sente-se isso nas páginas. Pessoalmente, prefiro uma acção mais dinâmica e intrincada, mas é bom variar.

Irei ler outros títulos de Haruki Murakami, mas não fiquei impressionada
; o final do livro obriga a reflectir, mas preferia ter lido algo mais emocionante e que fizesse juz à fama do autor. Fica para a próxima.
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